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PARATODOS.

este é um espaço, dedicado paratodos aqueles amigos que realmente conhecem a alma e o paradoxo de um ser a procura da resposta... nesta longa jornada pela procura, espero contar com os perdidos, pois é com eles que está o achado maior .... olhaki_galera@hotmail.com


11.5.04
 

a única diferença entre um louco e eu, é que eu não estou louco. Salvador Dalí

a alma humana é um manicômio de caricaturas.
se uma alma pudesse revelar-se com verdade
e nem houvesse um pudor mais profundo que todas as vergonhas conhecidas, definidas.
seria, como dizem, da verdade o poço.
mas um poço sinistro, cheio de ecos vagos, habitado por vidas ignóbeis, viscosidades sem vida, lesmas sem ser.
ranho da subjetividade.
eis a alma.
Fernando Pessoa

fui assistir um teatro amador, alias, um espetáculo amador, nada demais.
risadas dispensáveis para piadas idem, aplausos forçados e a inquietude.
vejo o amadorismo como algo inútil para o grande público, deveríamos ser poupados.
esses eventos poderiam ficar restritos a uma camada de artistas
que se preocupam com o desenvolvimento da classe teatral, e que podem ajudar.
consinta o espaço livre para quem tem talento e repertório inovador.
eu, amador que sou na escrita de linhas tortas, texto de incoerência morna
idéias estapafúrdias e uma ligeira arrogância herdada de intelectuais,
digo, não cultivem o amadorismo, é um despreparo que de nada acrescenta.
sim, espero um final feliz com glórias e aplausos e notinha no estadão.
por incrível que possa parecer, o inferno talvez seja mais sedutor que o céu,
eu até, talvez, seja castigado por forças maiores, devido a esse dito.
o que parece fatal, é que o céu deva ser como a ilha redonda,
pessoas sorrindo, conversas triviais e tipinhos fazendo pose de bom moço.
o inferno tem tudo para ser mais agitado, com certeza terá mais gente,
muito fogo, o impróprio, e o melhor, tudo que é errado aqui e na casa do senhor,
é autorizado, digno de respeito e com consentimento expresso do anfitrião lá.
chega dessa baboseira de ficar idealizando o céu, o inferno e a moda da vez.
eu sinto vergonha, e essa terrível sensação me deixa cabisbaixo.
o que aconteceu foi uma fraqueza do acaso, de um vazio que me toma.
talvez eu, um ser compassivo, tenha esse direito de cometer o ato ilícito.
quero fugir para dentro de mim, pois junto com a vergonha vem o medo.
a vontade da fuga é mais que inevitável, é a saída certeira do covarde.




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