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PARATODOS.

este é um espaço, dedicado paratodos aqueles amigos que realmente conhecem a alma e o paradoxo de um ser a procura da resposta... nesta longa jornada pela procura, espero contar com os perdidos, pois é com eles que está o achado maior .... olhaki_galera@hotmail.com


19.5.04
 

ninguém vale nada enquanto não foi amado. Tennessee Williams

vivo sonhando, sonhando mil horas sem fim
tempo em que vou perguntando, se gostas de mim
tempo de falar em estrelas,
falar de um mar, de um céu assim
falar do bem que se tem mas você não vem, não vem
você não vindo, não vindo a vida tem fim
gente que passa sorrindo zombando de mim
e eu a falar em estrelas, mar, amor, luar...


assim como o é não combina com o plural, minhas diferenças também diferem.
as coisas não é assim, elas são assim, a amplitude das coisas é vasta
e eu estou um pouco cansado de algumas delas, inclusive desse espaço.
toda ladainha é válida e choramingar, até certo ponto, pode funcionar.
um crítico ferrenho veio com a lorota que todo o blog é a mesma coisa,
que todos escrevem a mesma chatice, que nada muda, somos todos farinha de um saco só.
a ordem é não mudar mesmo, observando alguns escritores famosos,
constatei que tudo é um plagio ou uma copia melhorada do original.
só para citar um caso, engraçadinha de nelson rodrigues, obra sublime
tem o mesmo pano de fundo que os maias, escrito por eça de queiros.
claro que a obra de eça é mais requintada e adaptada em outra época,
é situada em portugal e os personagens são bem dotados intelectualmente.
o poder aquisitvo também é um fator forte nessa obra e tudo gira em torno do casarão da família.
a de nelson tem mais safadeza e possui uma orgia estampada em cada face, é de uma sensualidade ímpar.
situada no rio de janeiro os personagens são de classe média baixa, eu diria suburbanos.
em ambas as histórias, os personagem estão a beira de uma insatisfação introspectiva,
a desorientação os leva a cometer o descomunal para uma sociedade tardicional, o incesto.
a minha falta de conhecimento me prende e eu só consigo citar duas obras.
talvez a adaptação de os maias venha a ser o ...e o vento levou nacional,
essa obra que já esta disponível nas locadoras atinge fácil a perfeição.
luiz fernando carvalho com seu egocentrismo, conseguiu atingir o soberbo.
transposição literária é difícil ser atraente, mas essa é de um prazer único.
coloca a enfadonha adaptação de memórias póstumas, livro que eu adoro,
e do chatíssimo xangô, primeiro livro do jô soares, anos luz de distancia.
um presente para nós brasileiros, que poucos terão a curiosidade de ver.




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