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PARATODOS.

este é um espaço, dedicado paratodos aqueles amigos que realmente conhecem a alma e o paradoxo de um ser a procura da resposta... nesta longa jornada pela procura, espero contar com os perdidos, pois é com eles que está o achado maior .... olhaki_galera@hotmail.com


20.11.04
 

trabalhei a vida toda por três coisas: não ter patrão, não ser patrão e não andar de ônibus.
Seu Jorge

adolescente
pus o pé
na estrada
da vida.
fui em frente!
era esburacada,
nada florida!

andei,andei,
sem parar.
comecei
pulando barreiras,
inevitáveis
fronteiras
da corrida.

a luta pela vida
sempre haverá.
enquanto percorrida,
jamais terminará,
sentir-se-á salvo,
quem acerta o alvo

há que por
o pé na estrada!
Neltair Pithan e Silva


tenho escutado vários brasileiros indignados com a vitória de george w. bush,
leio jornalistas que nos amedrontam, por estarem amedrontados, com a reeleição do xerife,
amiguinhos erguendo suas pompas para discursar em cima de um pseudo erro dos americanos nas urnas.
piada ou dor de cotovelo, assim como nós brasileiros, os americanos querem o melhor para si,
e longe estamos de poder erguer a cabeça e discursar sobre os erros alheios.
então sugiro, analisemos a nossa política antes.
nós temos o sarney e sua filha - a mini-bush roseana, o coronelismo no nordeste de antonio carlos magalhães, aécio neves que segundo consta fontes, tem vetando matérias jornalisticas em pró da sua imagem, a família garotinho que tem feito descalabros no rio, e tantos outros, todos ainda no poder.
ter o cinismo de criticar os americanos e a empáfia de objurgar as decisões destes,
é no mínimo não olhar para o próprio rabo, e enxergar que este esta mais sujo que o do vizinho.
o prefeito eleito de belo horizonte, fernando pimentel, disse em entrevista ao jornal o estado de são paulo que marta suplicy perdeu as eleições porque não fez as alianças certas,
no filme the manchurian candidate de jonnathan deme, essa impressão esta melhor colocada, nos dando um digno parâmetro da política no mundo.
o filme traz várias menções, por vezes superficial, de como funciona os interesses da política e suas alianças.
é um filme que vale a pena conferir, válido também é a sempre notável interpretação de meryl streep, mais do que fabulosa.
a única pergunta que fica é, o que denzel washington esta fazendo ainda em holywood?, esta sempre com a mesma expressão e não consegue ser nem uma tentativa de sidney portier , o eterno ao mestre com carinho.
e apesar de sempre ser o protagonista, sua presença é de um coadjuvante.
acho que os dias estão mais difíceis por falta de compreensão da minha parte, observo o vendedor de pasteis e tenho inveja.
e isso não é porque eu gostaria de estar naquela fedentina de gordura escutando os pedidos de estudantes histéricos,
e sim porque vejo originalidade na arte do oficio e na sua arte de ser, ele usa um jaleco furado, tem um português à japonesado
pega no dinheiro com a mesma mão que pega no pastel, e para ele isso tudo não é censurável.
seu carisma e a ira, não são produto de um repertório pronto, vindo de mesquinharias rotineiras ou de situações acadêmicas. é tudo natural.
me sinto um plágio do sistema, jornalista dizendo o que eu devo pensar, publicitários o que comprar, estilistas o que vestir, políticos o que pagar! oh céus!
não agüento mais essa cópia de mim mesmo, não quero traduções nem releituras, quero a minha versão original.




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