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![]() PARATODOS.este é um espaço, dedicado paratodos aqueles amigos que realmente conhecem a alma e o paradoxo de um ser a procura da resposta... nesta longa jornada pela procura, espero contar com os perdidos, pois é com eles que está o achado maior .... olhaki_galera@hotmail.com26.12.02
esotérico Não adianta nem me abandonar Porque mistério sempre há de pintar por aí Pessoas até muito mais vão lhe amar Até muito mais difíceis que eu prá você Que eu, que dois, que dez, que dez milhões Todos iguais Até que nem tanto esotérico assim Se eu sou algo incompreensível Meu Deus é mais Mistério sempre há de pintar por aí Não adianta nem me abandonar Nem ficar tão apaixonada Que nada, que não sabe nada Que morre afogada por mim. (Gilberto Gil)
min´s & seu´s na minha viagem natalina, com parte de mim rumo ao encontro da outra parte de mim, pude constatar que o natal é esse emaranhado de mim´s e nada mais. você até pode passar com outros mim´s que são o seu´s, mas passar com os mim´s é mais nostálgico, é um acréscimo maior ao nosso mim. veja bem, sendo um ser vivo pleno, há uma série de suplementos embutidos no kit vida, assim como a mão e a face que me é proporcionada, junto tenho os mim´s. no meu caso, esse kit vida esta meio desfalcado por falta de alguns mim´s importantes, mas no geral ele é isso. os mim´s é tudo que há, para se ter uma base concreta do seu passado, e com isso, desvendar um pouco de sua personalidade. eles são a maior parte de tudo que tenho para lembrar da essência de mim. adoro muito os meus seu´s, mas é o adorar diferente, os mim´s gostando ou odiando fazem parte de mim, estão no meu kit vida. nas horas das brigas, da dor do carinho, e do afeto é aos mim´s que recorro. já os seu´s é um acréscimo ao kit, as vezes muito mais importante que os mim´s e muito mais saudável também. agora, os seu´s é uma escolha, os mim´s não. 21.12.02
O Falso Espelho um espelho veio ao encontro do meu local da escrita procedida. foi de repente, não iria escrever sobre isso tenho outras coisas para comentar. este objeto do incomodo me rouba com sua peculiar hipinotização, e me faz crer em algo, algo em que eu não posso acreditar. quero fugir do viciante narcisismo dos narcisos, quero ser um normal que uma vez ou outra encare a face, e encontre nela um conforto gratificante. não quero ser o jurado da minha beleza, sou muito rígido, quando ser condescendente pode ser o caminho mais aceitável. este espelho me rouba os pensamento, me faz ser supérfluo, pensar no desnecessário, e causar em mim um sentimento de estranheza. as revistas, a tv, e os filmes de qualidade duvidosa me apresentam um outro tipo de ser, no qual sou excluído. me sinto errado de não ser este aquilo. preciso mudar esta linha de pensamento depre, agora. vou escutar o paradoxal caetano e me agarrar na célebre frase: “o que narciso acha feio o que nào é espelho”, e com isso, entregar me a beleza proporcionada pelos genes de meus progenetores. e essa é a raíz do que sou hoje.... participação especial Monica Sposito 18.12.02
Tunga: Semeando sereias, 1987/1998 na retrospectiva do 2002, caio em divagações profundas sobre episódios ocorridos no decorrente ano. o curioso é que tudo me faz cair em uma reflexação maior. nesta conversa comigo mesmo, permeiam-se pensamentos confusos que fazem o meu eu aberrar. a força para não expressar este isso, é um fato que não consigo. foi um ano entupido de surpresas (como sempre), mas a ausência de alguns amigos admiráveis é um lance que me deixou bastante combalido. esta desagradável surpresa foi algo realmente dolente, transformando o aprazível mundo em que me enxergo no infausto. sempre me pergunto se esqueci de regar a raiz dos amigos, ou se as raízes da amizade é que não querem crescer. no conturbado corre-corre da inquietude urbana, esta é uma culpa recíproca de ambos os lados. sendo esse distanciamento um alimento para o vazio entorpecedor. a desunião existente, é o corte brutal para o ligamento dos vínculos. amigos são um o consolo para dias tão estranhos e podem se considerar a família escolhida. essa passagem "amigo verdadeiro" é algo inexistente, tão estranho quanto um peixe voar ou um pássaro latir. amigo é amigo e pronto, nem mais nem menos. esse negócio de meio amigo, é pior que ter uma meia transada, ou seja, uma transada sem gozo. façamos com que este ano que virá, nossos vínculos sejam crescentes, para com isso uma liberação maior do sentimento existente, persista pelos nossos dias. 13.12.02 a arte no falar toda a poesia e afinação do filme fale com ela , me remeteu a vários pensamentos sensatos de um passado recente. a valsa pela qual vinculam os personagens de almodovar faz com que a abordagem do filme nos submeta ao universo de nós mesmos. o lirismo é sem dúvida a melhor maneira de expressar a verdadeira emoção. no filme observamos uma simplicidade latente do abrupto, onde um consolo intimista nos esfola com facadas. não questionarei aqui alguns críticos raivosos que chamam o realizador de um massificador na arte da expressão. meus argumentos sobre isso são indizíveis, prefiro apenas discordar e contemplar toda a beleza que o filme nos harmoniza. sendo o melhor ou pior que os outros, ou nem seja os dez mais da carreira do diretor, ou se é inferior ao anterior, isso tudo também não argumentarei, com a liberdade de pensamento, prós e contas transbordam na hora do discurso acoplado a um emaranhado de baboseiras. pronunciarei apenas sobre o subliminar do filme, que é algo agradavelmente tocante. com ele aprendemos um pouco mais sobre o complexo mundo das mulheres, enxergando uma candura em suas almas. introduzindo nisto, como uma salvação ao inquirir, as respostas através de um prazer do aleive, do discorrer, do narrar, do exclamar, intertextualizando paradoxalmente os burburinhos nas afinidades entre homens e mulheres. fale com ela, fale. 11.12.02
"a vida nos reserva vários cuzões" estava eu nos meus introspectivos pensamentos, tentando encontrar uma conclusão plausível para os descasos de uma mundana vida, e o surgimento desta frase salvadora, pois esta é uma salvadora frase, veio a calhar. sou um solto na vida, estou entregue ao acaso assim como acaso me pertence. não saber é a melhor solução para que um pasmo de sabedoria surja com a sua aprumada facada. sei que a desesperança presente é a chave para a porta do paraíso suposto, do anseio escarrado ou do folguedo clínico.o que pensar do simplório humano, do desprezo derradeiro, do esquecimento dos almejados ou e da exarcebação dos esgotados. me sinto inerte a tantas aberrações do ulterior compassivo. esta insatisfação pelo outro acomete o meu pensar, e a única solução encontrada para uma resposta admissível faz se presente no circunstanciado deste texto. quero com isso apenas manifestar uma interna revolta pelo surpreendente diverso, estes são meus dias de insurreição. *foto de "sophies choice" agora em ópera, uma agradável surpresa 10.12.02
depois desse depoimento, consiguirei continuar seguindo o prazeroso caminho da escrita. rilke extraiu de forma soberba, um significado condizente para um ser em constante aprimoramento. vou deixar o dom da palavra escrita fluir como o vento, como a água, como a vida... o senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. ninguém o pode aconselhar ou ajudar, - ninguém. não há senão um caminho. procure entrar em si mesmo. investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite:"sou mesmo forçado a escrever?" escave dentro de si uma resposta profunda. se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Rainer Maria Rilke 4.12.02
sejamos surreais pessoal assistam “Joana, a Virgem”, é o melhor ingrediente surrealista que se tem notícia nos últimos tempos. a personagem é uma adolescente maravilhosa muito querida e virgem. já o mocinho, tendo guardado seu último esperma em um laboratório, quer formar uma família mas não pode ter filhos, devido a um tratamento quimioterapico. então começa-se um processo de inseminação artificial em sua namorada. a negação sexual de Joana inevitavelmente resulta em problemas psicológicos. ela resolve ir ao médico fazer um exame por motivos de irregularidades menstruais. o médico de plantão, por engano, troca o nome das pacientes e ao invés de atender a namorada do mocinho atende Joana. quando recebe o resultado do exame, Joana esta grávida e virgem!!! hahahahaha! para completar, a novela tem um padre e é transmitida por uma emissora cujo os príncipios são evangélicos. fiquei sabendo dessa novela por acaso e me propus a divulgar, qualquer semelhança com "o besouro e a rosa" é mera coincidência, pois ao contrário do fabuloso texto infantil, esta novela tem tendências do kistch e do clichê, tudo muito formidável para os dias de hoje, contrapondo esse mundinho pop que nos encontramos. estou com uma inveja danada de quem inventou essa trama. precisamos do surrealismo como uma viagem maior. 2.12.02
um bebado em busca da equilibrista E nuvens lá no mata-borrão do céu Chupavam manchas torturadas, que sufoco louco O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil Prá noite do Brasil, meu Brasil chegou o dia da minha inóspita embriagues, fiquei de porre, mantive-me lelé, tive o descontrolado pileque dos anêmicos que são contagiados pelo vício . distribui o vexaminoso de uma companhia desagradável. era um outro surgindo, era um susto do eu, fiz coisas extrapolantemente de um insensato confuso. esquecerei desta alegria, pois a melancolia me consome no dia de hoje, quero me esconder de todos e do mundo.rever a presente platéia do espetáculo da noite anterior, será um doloroso e maçante aperto no radicado ferido. eram amigos, supostos amigos, curiosos e serviçais presenciando o espírito fraco, isso foi trucidante. esse contato primeiro com a intensa bebida será um marco para minha trajetória vital, transcorrerei a vida com este relicário episódio. fui desvirginado pelo alcoólico, fui um bêbado desvarrido, perdi minha sintonia, meu limite de ser, meu equilíbrio humano.não estou bem hoje, sei que tem anjo triste perto de mim, ele esta envergonhado e eu também. quero ficar na minha cama e fugir do sóbrio. o rápido pilequinho foi divertido, mas o pós pilequinho será duradouro. desta descontrolada alegria lembro-me de um amigo, da surpresa de amigo que tive. eu no valeiro do inebriado, no corrompido da minha reciprocidade, fui surpreendido em meio de tantos supostos amigos, por um cara legal, que vendo a precisão da minha consangüinidade por um pranto, fez se solidário e me encaminhou rumo ao meu domicílio.VALEU!!! Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente A esperança dança na corda bamba de sombrinha E em cada passo dessa linha pode se machucar Azar, a esperança equilibrista Sabe que o show de todo artista tem que continuar (João Bosco e Aldir Blanc) hay dias notícias do mundo de cá pollyanna drika o estranho mundo de jack oh! hal9000 delírios ilícitos harry distante do mundo real pink freud roger nego ruivo tempo de violência |
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