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PARATODOS.

este é um espaço, dedicado paratodos aqueles amigos que realmente conhecem a alma e o paradoxo de um ser a procura da resposta... nesta longa jornada pela procura, espero contar com os perdidos, pois é com eles que está o achado maior .... olhaki_galera@hotmail.com


26.5.03
 

Jaqueline nue au cousin.
Óleo sobre tela.
54 x 65 cms.
1964.
eu quero a sorte de um amor tranquilo.

meu peito dói,
observo a bibliotecária,
seu sorriso é enaltecedor,
me apego a estas tolices.
um válido sorriso de boas-vindas,
de chegue mais vamos conversar,
sorriso de paz, de felicidade plena.
ela abona minhas displicentes multas,
por piedade ou por fascínio?
tudo é tão inconcluso,
o temor e os efeitos inibem
a magnitude de uma ação.
se esta é a sua opinião
estamos de acordo
lembro vivamente de cada gesto seu.




 

você esta vendo só, do jeito que eu fiquei e que tudo ficou

queria escrever de você,
mas falta um preparado aceitável.
debruçar me sobre palavras vis,
em algo que movimente o particular
e que deixe o estado da desordem encravado.
espero naquele andar de todo dia,
que o refletir, altere o caminho do pensar.
gostaria muito de ser algo especial,
fazer efeito, transformar a sua vida,
e derramar te em alegria.
sei que o freio que impede o nosso prender,
pode afrouxar, e deflagrar as emoções.
aguardar por um afeto seu,
pode ser extremamente doloso
para o descanso do meu cerne.
mas esta espera, é a satisfação maior
para o pulsar do mesmo.





16.5.03
 

Parte01

equiparando-se ao show de trumam,
programa fictício com índices elevadíssimos de audiência,
onde o público acompanhava
a vida de um homem desde seu nascimento,
estou certo, fosse minha vida,
não renderia nem 2% de prestígio.
seria aqueles programas toscos,
de público passivo,
onde o produto é engolido antes que degustado.
noto uma câmera filmando cada movimento,
os entrepostos do dia e os atos do deleitar.
uma potente máquina,
capaz de captar pensamentos impuros e irrelevantes.
sou um filme b em vida,
diversão rasteira das madrugas inóspitas.





13.5.03
 

o corpo e o espirito

tenho uma certa desconfiança que os ateístas,
aquele pessoal que não acredita em uma força maior,
possuem razões cabíveis de ser.
a esperança, algo presente nos religiosos,
é um falso acreditar para os comodistas.
ter fé no abstrato é um ato utópico.
esperar alguma coisa do inexistente é duvidoso.
não acredito em mais nada, desisto de acreditar.
aguardar a boa vontade do além, me faz um tolo.
einsten, newton e suas teorias exatas, me satisfazem.
a pedra e o concreto são mais nítidos que o espírito e alma.
o presente nosso de cada dia, é a matéria.
temos uma ilusão de ótica, que é a luz divina.
e como continuar no eloqüente mundo atual,
tendo prazer desfrutável, e paz interior?
esses episódios contemplados e absortos do dia,
que tanto nos agradam, é aonde eu sou mais humano.
nenhuma resposta surge,
e rezar é a única saída.






8.5.03
 

a felicidade do próximo

uma notícia feliz abrandou o meu dia.
tem pessoas que é válido se importar,
os apropriados amigos são espécie rara.
quando surge um bem querer para eles,
a impressão que o acontecido é comigo
faz se límpido nas minhas vistas.
posso parecer demagogo e acriançado,
meu interno saltita,
é o saber que a esperança existe.
eu não me engano,
“o inferno são os outros”
já dizia sartre.




 

tem pessoas que pedem, aí eu sou assim

uma cabrita na minha sala,
me olha com uma cara incômoda.
minha infração se resigne no fato
de não lhe almejar nada.
gostaria somente que picotasse,
isso que é um experimento de cabelo,
os piolhos na sua juba são um crime capital.
passou despercebida pela escola,
agora na faculdade quer se fazer presente.
não sou eu que encarnarei sidney poitier.
essa legalmente loira do avesso,
a miss simpatia dos apalermados,
nada tem de glamour,
a não ser essa ingênua homenagem.
e pasmem, seu nome é vanessa camargo.





7.5.03
 

para alguém que quiser

estou correndo sério risco de me tornar
um garoto azedo, sem esperanças,
a mercê do mundo e das horas.
me tornar aquilo que eu não quero.
arrisco abstrair tudo,
mas as impurezas do elucubrar se fazem presentes.
meu bem querer, porque você não me encontra logo?
quero parar de analisar as besteiras cotidianas,
essas futilidades toscas que me tomam a idéia.
anseio considerar apenas a sua existência,
e as atitudes corriqueiras que surgirem.
a certeza aparece no embriagar das cobertas,
quando o aquecer do corpo é reconfortante
para esses dias sossegados de inverno.





 

o doce na boca e o ácido pensar

receber aula de um dito-cujo
que é uma tentativa de professar,
é o desanimo que faltava.
eu queria era anexar essa goma
na cara jocosa dele, mas o açúcar ainda existe,
e por mais humano que seja, ele não merece o doce.
respirar é o alivio, oxigenar meus pensares é preciso.
umas enlouquecidas conversam berrantemente
no laboratório de informática - não estamos no big brother!
saber de suas vidas é globalmente dispensável.
esses programas de exibicionismo,
estimulam o bacilo na massa craniana da meninada.
parecem domésticas cursando faculdade.
preciso de ajuda os urubus estão me rodeando.
cadê o et? ambiciono que minha bicicleta voe...





3.5.03
 

porque hoje é sábado

melhor que as manhãs de sábado,
são as manhãs de outono,
percebo nestes dias o amor e a desilusão.
sabendo-se as expectativas pueris que brandam,
no pensar do momento, me vem a idéia:
todos os dias poderiam ser sábado de outono,
assim amaríamos e nos desiludiríamos com freqüência.
deixe-me ficar com minha ignorância,
também os pássaros cantam e não sabem porque.
nesse pensamento não há conseqüência,
amando e se desiludindo, pode vir a ser
o aperfeiçoamento de um coração cansado do sofrer.
na verdade só preciso que saibas
que preciso do seu toque.




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