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![]() PARATODOS.este é um espaço, dedicado paratodos aqueles amigos que realmente conhecem a alma e o paradoxo de um ser a procura da resposta... nesta longa jornada pela procura, espero contar com os perdidos, pois é com eles que está o achado maior .... olhaki_galera@hotmail.com29.8.03
orgasmo não é o erro, o pior que eu tive foi o meu melhor ah, meu amor, as coisas são muito delicadas. a gente pisa nelas com uma pata humana demais, com sentimentos demais. Só a delicadeza da inocência ou só a delicadeza dos iniciados é que sente o seu gosto quase nulo, eu antes precisava de tempero para tudo, e era assim que eu pulava por cima da coisa e sentia o gosto do tempero.Clarice Lispector manhattan é um filme que fascina, com música estupefante, diálogos incríveis e fotografia hipnotizante. aborda o tema traições de maneira fácil, com leveza e graça simples, beirando o soberbo. possui inteligência inigualável na arte da discussão citações ásperas, contraditórias, e ponto de vista variado dão forma a um retrato intimista da condição do homem. um filme digno é assim, aborda o tema e o espectador que esmiuce o miolo sugerido. o puramente correto me faz transcender a um abismo, quem somos nós para julgar atitudes alheias. a fraqueza humana está muito além de qualquer compreensão, ser franco consigo mesmo já é um ato nobre, usar esse sentimento com o outro, é estupendo. desconheço as garras da traição, dizem que ela dói bastante, a cura é desconhecida, mas o câncer é certeiro, por isso abstrai . depositar a confiança em amigos ou na pessoa amada é o risco que se corre para se ter felicidade, se entregue sem medo. um sábio filosofo expressou a seguinte frase “meu melhor amigo são meus dentes, e olha que as vezes eles doem”. esses caras são mesmo pessimista, pensamentos neo-clássicos, que nojo, que sejam enterrados todos e suas rabugentices também. quem tem amigos tem tudo, e quem tem amor, pode ter certeza vive o paraíso em vida. sabe o que o cocô disse para o papel higiênico? estou louco para te lambuzar! se como homem fui um pequeno-burguês adaptado, como artista me vinguei nas amplidões do amor. você desculpe, eu não quero mais uísque por causa de minha voracidade, tenho é que beber cerveja porque ela locupleta os grandes vazios da alma. ou pelo menos impede a embriaguez súbita. gosto de beber só de vez em quando. gosto de tomar uma cerveja mas de estar bêbado não gosto. Tom Jobim as vezes uma premonição de fatos me assola. tenho a impressão de estar sendo vigiado por alguém, alguma alma, anjo, ou qualquer outro algo, eles me podam em cada ato que exerço, evitam o meu prosseguir rumo ao desconhecido, o medo que eles tem é muito maior que o meu. sei que necessito inteiramente de mim nessa jornada, aquela senhora me fez pensar na crise humana os velhos sempre sabem mais que a gente - oh! rugas. a madruga é morna contrariando o tempo, o silêncio é total e as pessoas dormem, não vejo nada, só escuto o som de vozes estranheza é o que elas dizem, é indecifrável o significado. um gás interno é o aviso que precisava para me levantar o banheiro que fica uns passos daqui é um cômodo vazio, assim como o amanhã que nada tem de completo, ele está lá, a espera de um preenchimento. que o amanhã não se encha de merda pois o banheiro tem a vantagem da descarga. 25.8.03
imaginar a minha vida é ve-la como um musical dos anos 30 tudo de repente muda e continua igual. um pouco de sonho, a felicidade continuada, o sumiço, a dúvida, um certo mistério. e o que fazer agora? desta vez entendi quase tudo, mas sempre fica faltando algo. este algo, se eu fizesse o questionamento, poderia se transformar na glória, na felicidade mais sublime, mas desta vez não tenho coragem. a dúvida persiste, pois sei que as chances de perder desta vez são muito maiores. não é do meu feitio, mas desta vez me calo. *Rafael Balsemão festa de nossa senhora acheropita, tradição no bairro do bexiga, música italiana no som, macarronada quentíssima nas vendas, vinho seco e preço acessível paratodos, idolatro esses acontecimentos. celebração compartilhada, circulação lenta de pessoas, organização desusada e um acordo recíproco de todos, com tudo, continua sendo um dos fortes eventos da cidade. filme excelente, com desempenhos primorosos, relapso não ter ido assistir nos cinemas. muita gente criticou, mas chicago mereceu o oscar de melhor filme, o premio de qualidade duvidosa que todo cinéfilo assiste e fala mau, acertou dessa vez, a produção é muito caprichosa e as coreografias delirantes. meu desejo é que a onda de musicais volte com força total, acho que o brasil deveria investir nesse tipo de produção e embarcar com Hollywood para filmes como esses, temos talento de sobra e matéria prima de qualidade para isso. fiquei fascinado com o filme e vou dedicar as imagens da semana para ele. meu finde semana foi de obrigações familiares, de almoços e batizados sai com amigos para uma pizza e as piadinhas insanas de sempre, tudo rolou harmoniosamente nos dias do descanso do corpo. sinto um ar de renovação em cada respirar do andamento, essa atitude do destino me traz uma animação eufórica, quero sair dançando como gene kelly em cantando na chuva. *esse escritor foi um grande achado, ele é gaúcho e tem um dom peculiar ao escrever e expor o sentimento, algo sublime, beira ao fantástico as vezes. quando o leio, algo muito puro transcorre sobre o meu olhar e sinto a emoção me tomar... 21.8.03
ah quem me dera eu pudesse ser a sua primavera e depois morrer representamos o papel de herói porque somos covardes, o de santo porque somos maus. e o de assassino porque sempre existe alguém que gostaríamos de matar. representamos, em suma, porque desde o momento em que se nasce não se faz outra coisa senão mentir. Jean Paul Sartre tenho tantas coisas para escrever mas a expressão me é vetada, e perguntar o porque é desnecessário hoje me privarei da resposta explicíta. enquanto me calo, entrego-me a poesia com ela encontro saídas e as satisfações. um telefonema à noite de algumas horas reanimou o meu interno de forma abrupta. assuntos triviais e bobagens felizes, foi acontecimento animador para o começo do dia. preciso muito chegar a porto alegre e curtir o frio da serra gaúcha, essa é a aquisição primordial nesse mês de agosto. sim, sei bem/ que nunca serei alguém /sei de sobra/ que nuca terei uma obra/ sei, enfim,/ que nuca saberei de mim./ sim, mas agora,/ enquanto dura esta hora,/ este luar, estes ramos, esta paz em que estamos,/ deixem-me crer/ o que nunca poderei ser. (Fernando Pessoa) *esse cara dilacera a minha alma. 20.8.03
um breve estar do pensamento compreendo muitíssimo bem o que vós sentis. mas o que neles vos atrai a mim me repugna. vi, como vós, homens mastigarem com moderação, conservando o olho adequado, folheando com a mão esquerda uma revista econômica. é culpa minha se prefiro assistir à refeição das focas? o homem nada pode fazer de seu rosto sem que isso vire jogo fisionômico. Jean Paul Sartre entre um ônibus e um caminhão eu me localizava, pedalava pela avenida paulista tranqüilamente quando no pensamento hiante o inusitado surge. será melhor ser seqüestrado por homens, sofrendo injúrias e todo o tormento humano e sair livre do inferno derradeiro? ou melhor seria um seqüestro divino, perder a vida, os planos e todo o caminho futuro, para morar no leito do desconhecido deus? essas tolices de idéia, é um susto. a resposta a ser adquirida pode ser insatisfatória, e o que vale mesmo é o dilema sugerido. na vida somos sempre obrigados a escolher, ou seja estamos sempre fardados a perda. transferir-me do centro para a vila olímpia, foi uma das melhores providências já tomada. o clima aqui é outro e o povo tem mais opinião, os professores são mais interessantes e discutíveis, e a turma ainda é uma surpresa a ser desvendada. mudanças são sempre bem vindas, à sempre uma perspectiva maior por trás da escolha. 13.8.03
tem dias que fico pensando na vida... o senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. ninguém o pode aconselhar ou ajudar, - ninguém. não há senão um caminho. procure entrar em si mesmo. investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite:"sou mesmo forçado a escrever?" escave dentro de si uma resposta profunda. se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Rainer Maria Rilke estou possuído pelo sentimento nobre, uma felicidade se faz constante nesses meus dias vindouros. talvez a partida de uma amiga para a áustria venha me trazer um vazio por um tempo, vazio que será preenchido, ao saber do seu sorriso estando lá. sei que ela estará feliz pois o surrealismo é uma constante, em nossas vidas o inusitado sempre esteve presente. uma linda menina que veio para me fazer feliz de alma e coração miríficos, o complemento para o meu ser. amigos mineiros de adjetivos idem darão o ar da graça, esse finde semana em sampa terá acontecimentos sublimes. são personalidades que influem muito no meu viver, desde de tempos remotos na formação de mim tenho a companhia deles, e isso me faz mais mim. fazer disso aqui um diário foge a idéia inicial, mas precisava declamar sobre eles, algo do meu interno pede. porto alegre tem feito o diferencial no meu dia, atitudes plausíveis sempre mexem muito comigo. como já disse, o sul é uma surpresa a descobrir. os leitores assíduos perdoem esse relato íntimo, sei que esse texto é desapropriado para esse espaço. 11.8.03 ![]()
finalmente meu amor sucumbi. e tornou-se um agora eu arriscara o mundo em busca da pergunta que é posterior à resposta. uma resposta que continuava secreta. mesmo ao ser revelada a que pergunta ela correspondia. eu não havia encontrado uma resposta humana ao enigma. mas muito mais, oh muito mais: encontrara o próprio enigma. a mim fora me dado demais. que faria eu com o que fora me dado? “que não se dê aos cães a coisa santa” Clarice Lispector me perguntaram o que é ser feliz, as pessoas geralmente não sabem o que é ser feliz, a maioria cita ter valores monetários em abundancia no banco, e superficialidades para o corpo. estar com a pessoa amada escutando um violão, ao som de “chega de saudade” na voz do joão gilberto, fondue como complemento, conversar trivialidades, toque, afeto, olhar com brilho e amigos para completar, é o parente mor da felicidade para mim. essa nova fase está se tornando uma descoberta prazerosa. faz dez dias que comecei um novo ano, e os acontecidos tem surpreendido-me muito. porto alegre é um paradeiro que almejo, as coisinhas lá do sul, tem me alegrado bastante. alguma coisa acontece no meu coração, e o que sei dessa coisa pulsante? é que necessito imensamente dela para viver, por mais piegas que isso possa parecer. 10.8.03
...aqui esta tanto frio, me da vontade de saber... tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. mais de tardezinha do que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos, e com mais força enquanto a noite avança. não são pensamentos escuros, embora noturnos. tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. (...) Caio Fernando Abreu não estou me aguentando em mim. o sentmento nobre é a condição que tenho, quando menos espero tenho novidades internas e esse acontecer de modificações e sensibilidades corroem-me por dentro. certa noite ao pensar no querer, a nítida sensação de alastramento fez-se um lacrimejar nos meus sentidos. tudo ficou mole e minhas pernas não me aguentavam, estive deficiente por alguns instantes por conta desse pulsar que movimenta o meu eu. penso nesses escritores almães, que com perdão da expressão, fodem minha cabeça, essa já enlouquecida cabeça. prefiro o intimismo francês do cinema de truffaut, do que a introspecção dos textos de tchekhov, ambos remoem a condição humana no limite, mas o primeiro tem respostas mais satisfatórias. 7.8.03
se você tem o conceito da beleza, você é menos predador aquilo que realmente pedi e finalmente tive, veio no entanto me deixar carente como uma criança que anda sozinha pela terra. tão carente que só o amor de todo o universo por mim poderia me consolar e me cumular, só um tal amor que a própria célula-ovo das coisas vibrasse com o que eu estou chamando de amor. daquilo que na verdade apenas chamo mas sem saber-lhe o nome. Clarice Lispector no caminhar de todo dia pequenos prazeres surgem e nesse período é que me encontro e acho respostas. cada passo é um movimento constante do meu mim, observo todas as derradeiras situações e vejo um ápice. é a pollyanna que conservo para essa horas, ela é o coringa do momento nebuloso. conheci um alguém que nada tinha de feliz, uma pessoa triste no seu mundo e na vida. um sorriso forçado das piadas e situações vis, para ela a felicidade não foi apresentada e nem a injustiça ela conheceu. guarda barreiras, escudos e espadas, precisa se defender não sabe de que. vejo seu olhar profundamente, encaro pois sou descarado, não conhece a essência, talvez só haja a química ela ainda não sabe que a pele sempre prevalece. e isso quem acha sou eu, pois coringa ficou de lado. 6.8.03
e tudo que eu tenho, é todo esse mistério para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro- e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco.é preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente. Caio Fernando Abreu a felicidade do intante já pode ir além, do acordar pela manhã em moema com a brisa matinal a engolir-me, após inúmeros beijos, abraços e o afeto presente. esses dias que passam me desordenam por completo, então absorvo somente o tempo, e deixo ele fluir com as horas. para que preocupações se o amanhã esta inchado em perspectivas? minha aspiração a algo é um desastre prazerozo, ser nada ou quase nada, exigi de mim uma cobrança. transformo tudo que tenho em descoberta, quero conhecer o fracasso até as raízes, e emergir um outro eu. essa música que toca agora, de nada tem haver com o momento, um esfuziante eletrônico que toma os sentidos e os pensares, é escabroso. é um pulsante de música, uma facada em bach e strauss, esse som é isso, e não me atrevo a desdizer tal colocação. sei que o atraso para o moderno faz parte da minha condição humana, e tudo que eu preciso é o barulho do vento em junção com o chacolhar das árvores, talvez alguns pássaros e uma rede para descansar, um violão e aquele estupro de voz com a eliz, pode ser satisfatório. que olhares estranhos me perseguem, tenho que armazenar viveres. 2.8.03
eu que me aguente comigo e com os comigos de mim tira-me o pão, se quiseres, tira-me o ar, mas não me tires o teu riso. Fernando Pessoa decidi ser um dos "intocáveis" para acabar com os al capone’s que massacram o meu ser, minha vida pede um pouco mais de rigidez e eu necessito. assim como no filme, o espirito da punição do mal me tomou, esse mal que estilhaça em pedaços todo o “ser” construído. uma metralhadora e uma bazuca, ou fazer parte da máfia yakuza seria a saída encontrada nessa desintoxicação do amor. é, a exacerbação desse sentimento se alastrou em mim, extinguir o que mais nobre possui no homem, foi o caminho que encontrei. mas não conseguirei ser um dos intocáveis e nem estar do lado oposto deles, escutar marina lima com suas letras introspectivas subverte a idéia inicial. ir naquele show foi emergir as minhas raízes e voltar a ser eu, com a leveza da sintonia sutil que traz o maldito vírus para o coração. continuo intoxicado com esse mal derradeiro, a solução talvez, outros olhos será minha armadilha para o enfasto. hay dias notícias do mundo de cá pollyanna drika o estranho mundo de jack oh! hal9000 delírios ilícitos harry distante do mundo real pink freud roger nego ruivo tempo de violência |
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