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PARATODOS.

este é um espaço, dedicado paratodos aqueles amigos que realmente conhecem a alma e o paradoxo de um ser a procura da resposta... nesta longa jornada pela procura, espero contar com os perdidos, pois é com eles que está o achado maior .... olhaki_galera@hotmail.com


26.2.04
 

não há nenhuma árvore que o vento não tenha sacudido


"Mundo,mundo, vasto mundo,
e se eu me chamasse Raimundo,
seria uma rima, não uma solução"

Carlos Drummond Andrade

hoje acordei e carregava nos ombros, o mundo.
pesava-me a cabeça, o coração comprimido, dolorido.
abri a janela em busca de um pouco de ar que me restituísse a respiração e fui
invadida. fui invadida pela imponência do dia.
como podia o céu estar tão azul e a natureza em tamanha harmonia no mesmo dia em
que eu tinha a incumbência de carregar nos ombros, o mundo?
um dia que já havia começado acabado, pesado demais para as minhas forças.
melancolia, árvore gerada de desilusão, fruto da dor da perda.
como poderia ter terminado assim, se este lindo e alegre dia apenas começava?
como posso eu e minhas humildes dores competir com o milagre de um dia?
fui esmagada e torturada pelo simples ato de viver e carregar comigo, em meus
ombros, o mundo, as dores criadas, o dia.
o dia perdido? mais um dia?
quando acordei, levantei-me com dificuldade, pois tinha que equilibrar o peso do
mundo.
o dia veio e me humilhou mais ainda, era lindo o desalmado.
Mirella

*por motivos particulares, o post do dia 26/2 foi trocado...






22.2.04
 

nada mais ingenuo do que pensar que o mundo é divido apenas em dois.Dabiel Piza

ouse, ouse... ouse tudo!! não tenha necessidade de nada! não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
se você quer uma vida, aprenda ... a roub?-la! ouse, ouse tudo! seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer. não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em não e que queima como o fogo da vida!!
Lou Andreas

talvez eu tenha que me abrigar em algum lugar,
onde tudo possa parecer ao menos diferente.
esses dias de entregação do corpo e da alma
fico a matutar um modo de fugir das algazarras.
meu espirito carnavalesco se resume em
filmes interessantes, exposição com direito
a fila quilométrica, um jantarsinho com amigos,
discussões sobre quem matou lineu vasconcelos,
montar planilha com gastos estapafúrdios e
uma boa taça de vinho para subverter a idéia que,
carnaval se comemora com muita cerveja e cachaça.
esta certo, não sirvo de referencia para ninguém,
e nem quero, esse meu modo de levar a vida
deve se igualar a moradores de outros planetas.
devo ser um extraterrestre, estou na terra por acaso,
vim de passagem, a certeza que meu mundo não é aqui
é como a inóspita chuva que cai. qual será minha tribo?
a felicidade veio a poucos instantes me fazer companhia,
ela esta faceira hoje, quer sair, encontrar amigos e isso.
andávamos meio brigados por incoerências da dita,
vou deixa-la de castigo, ela só vem na hora que ela quer.
cansei de esperar agora vou dar um tempo e me refazer,
um bom banho de duas horas, massagens das vassalas
e uma bossa nova no som é o que eu preciso no momento.
depois voltaremos a conversar e quem sabe faremos as pazes...





15.2.04
 

o silêncio é a maior arma do ser humano

chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
tempo de absoluta depuração.
tempo em que não se diz mais: meu amor.
porque o amor resultou inútil.
e os olhos não choram.
e as mãos tecem apenas o rude trabalho.
e o coração está seco.

em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
és todo certeza, já não sabes sofrer.
e nada esperas de teus amigos.

pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
as guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
chegou um tempo em que não adianta morrer.
chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
a vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade

esses trinta minutos que tenho para me expressar
é pouco para projetar o que a noite passada causou.
é verdade, não consigo me desprender do romantismo,
enxergo poesia até nas enxurradas das esquinas,
nas goticolas vindas do céu e no pueril do novo olhar.
trinta minutos é o necessário para se encantar ou encantar,
quando ditas as palavras certas por alguém.
isso é um fato da experiência vivida e comprovada por mim.
ser um tolo as vezes tem suas vantagens, o feitiço da sedução,
tem efeito mais rápido e por conseqüência devastador.
eu juro, estava muito tranquilo em relação ao desejo
das novas aventuras, só queria mais um sábado de trivialidades
onde as baboseiras trocadas com amigos brotam como as trepadeiras.
vou centrar-me e conduzir meus sentimentos, tenho que tentar.
algumas palavras são dispensáveis depois de certos eventos,
me poupei de escutar a lenga–lenga abrupta de pessoas,
foi como ouvir o som enriquecedor de bob dylan e em seguida
a melodia enfadonha do daniel, ninguém merece. tive que fugir.
afora isso, fico no aguardo de novos acontecimentos e relembrando
os míseros momentos de encantamento do meu espirito.
não, ainda não estou apaixonado, mais sim, muito encantado.







2.2.04
 

o que não faz sentido, é o sentido que tudo isto tem. Salazar

canto, e canto o presente, e
também o passado e o futuro,
porque o presente é todo o passado
e todo o futuro.
Alvaro de Campos

é, tudo parece estar indo bem, até as tempestades...
a subida não quer ser alcançada e a ladeira me impurra,
como é díficil chegar lá, mas será que é mesmo necessário?
nossa cultura é o ato maior do atraso, a estagnação permanece.
até quando teremos que aguentar as mesmices do axé, esse ritmo rebolante
de letra pobre e melodia de qualidade duvidosa?
eu também já fui pego por esse ritmo que contagia o corpo,
tudo começa a mecher e me deparo dançando as mesma vozes de anos atrás, ivete, cheiro de amor, e araketu...
sem falar na pré-histórica daniela mercury. (em pensar, eu sou isso as vezes).
cuspo no prato que eu como, cuspo mesmo, várias vezes...(licença tenho que cuspir).
será que um dia seremos lembrados por algo realmente plausível?
é, a cultura de massa grita....
falei para uma menina que ela tinha a risada parecida com a do mozart,
ela adorou, acho que ela desconhece a risada do mozart...
o ano começou bem para o nosso cinema,
graças a miramax e depois ao talento do fernando meirelles.
cidade de deus é legal, mas central do brasil é insuperável,
unir poesia a um bom roteiro com boas atuações, é para poucos.
me orgulho de estar em um dos prêmio mais importantes e injustos do cinema,
e também de ser a zebra da vez, é divertido.
estava na locadoura, uma menina pergunta para mãe,
e o que você acha de levar "frida"?, a mãe com uma certeza assustadora responde;
não esse não, detesto filme de terror.
as pessoas mal sabem o jason que elas carregam dentro de si.






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