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![]() PARATODOS.este é um espaço, dedicado paratodos aqueles amigos que realmente conhecem a alma e o paradoxo de um ser a procura da resposta... nesta longa jornada pela procura, espero contar com os perdidos, pois é com eles que está o achado maior .... olhaki_galera@hotmail.com19.12.04
a esperança dança na corda bamba de sombrinha o senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. ninguém o pode aconselhar ou ajudar, -ninguém. não há senão um caminho. procure entrar em si mesmo. investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite:"sou mesmo forçado a escrever?" escave dentro de si uma resposta profunda. se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Rainer Maria Rilke 7.12.04 ![]() ![]()
perdoando deus uma lata existe para conter algo, mas quando o poeta diz lata pode estar querendo dizer o incontível uma meta existe para ser um alvo, mas quando o poeta diz meta pode estar querendo dizer o inatingível por isso não se meta exigir do poeta que determine o conteúdo em sua lata na lata do poeta tudo-nada cabe, pois o poeta cabe fazer com que na lata venha caber o incabível deixe a meta do poeta, não discuta, deixe a sua meta fora da disputa meta dentro e fora, lata absoluta deixe-a simplesmente metáfora. Gilberto Gil Então a vingança dos fracos me ocorreu: ah, é assim? pois então não guardarei segredo, e vou contar. Sei que é ignóbil ter entrado na intimidade de Alguém, e depois contar os segredos, mas vou contar - não conte, só por carinho não conte, guarde para você mesma as vergonhas Dele - mas vou contar, sim, vou espalhar isso que me aconteceu, dessa vez não vai ficar por isso mesmo, vou contar o que Ele fez, vou estragar a Sua reputação. ... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão. Sei que nunca poderei pegar num rato sem morrer de minha pior morte. Então, pois, que eu use o magnificat que entoa às cegas sobre o que não se sabe nem vê. E que eu use o formalismo que me afasta. Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada esta minha natureza que quer a morte de um rato. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escadalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe. (Clarice Lispector) "Desculpai-me mas vou continuar a falar de mim que sou meu desconhecido, e ao escrever me surpreendo um pouco pois descobri que tenho um destino. Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?" (Clarice Lispector) 2.12.04
quando ninguém me procura, eu tenho a impressão de que fui raptado. Millôr procuro sua asseada face o toque afável da mão o ameigar dos seus dedos os ardidos beliscões procuro seu terno olhar o suporte no ombro o aproximar no colo a vivacidade do abraço procuro o carinho ingênuo a constante atitude o bem me querer o beijo daqui de dentro procuro o “acorda filho” o “vai com Deus” de todo dia “me liga” quando chegar e o atencioso “tome cuidado” procuro em tudo, todos, a toda hora insensata inquietude de sempre dentro dela guardado estive agora em mim, guardada ela esta sempre um prazer a fase agora é da não compreensão, e tudo que disser pode ser usado contra você. interiores é um woody allen maior, sem a troça habitual, mas de continuo caráter analítico ele usa da pose instigante, para expor a fragilidade e consentir a sevícia humana. os recentes filmes do diretor tramam e divertem apenas, é a ilustre cultura descartável, que ele faz bem, mas quando se depara com esse outro tipo, os de hoje se tornam insossos. a personagem de geraldine page entra para os memores da história psicanalítica do cinema, e faz do filme um clássico tão bom quanto persona, de bergman, no qual o diretor se inspirou. après moi le déluge enquanto a cidade se afoga em enchentes, martinha viaja para paris, nada muito diferente do que fez na sua gestão, aliás, suas obras ficaram ótimas, deu a primeira chuva de verão e a cidade ficou toda paralisada. as duras recriminações que fhc fez ao governo são bem vindas, não pela censura em si, mas pelo dom de crueza e analogia do sociólogo, um opositor contumaz de alto nível. acho mais viável e cômodo ser da oposição, cacetear é de uma satisfação sem precedentes, vide amigos e um inominado desconhecido, que estão sempre aqui para aporrinhar todo e qualquer aforismo do articulista desse espaço. um ser, que se intitula como josé do pão de queijo e que insiste em desusar o sobrenome, vem aqui causar, para a alegria de muitos, igual a um integrante do pseudo msb, movimento dos sem blogs. persisti em dizer que eu faço pouco caso (excluo) da suas opiniões, uma inverdade, justo eu que leio até panfletos de pedintes no transporte publico, não irei ignorar o escólios do zé, que até pouco, era o ninguém. sugiro apenas, já que é um ser cheio de opinião, que crie seu próprio blog para podermos analisar até onde vai sua lorota. se quer dar pão e circo paratodos, saia desse mundinho de parapoucos, estar em cima do muro é para inermes. caros amigos f. queria muito escrever sobre amigos e amizades, ainda mais agora que estou desesperançado com um pessoal, mas a verdade é que eu não consigo, a descoberta ainda é mais profunda para eu escrever em apensa algumas linhas o teor da sincera amizade. pensar que é um proceesso pelo qual todos nós passamos, e que isso nos faz se distanciar das pessoas, é mais cômodo. mas com certeza é muito mais, ter um amigo e desistir desse só porque você esta se reorganizando é simplório. tenho amigos que gostaria de ter pelo restos dos meus dias, seja discutindo, sorrindo ou analisando. só que algumas amizades não são como as pedras, e seu findável esgotamento pode acontecer quando menos imaginar. o cansaço me consome e até o desabafo se torna difícil, e o propicio para esse meu estado seria relaxar. hay dias notícias do mundo de cá pollyanna drika o estranho mundo de jack oh! hal9000 delírios ilícitos harry distante do mundo real pink freud roger nego ruivo tempo de violência |
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