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PARATODOS.

este é um espaço, dedicado paratodos aqueles amigos que realmente conhecem a alma e o paradoxo de um ser a procura da resposta... nesta longa jornada pela procura, espero contar com os perdidos, pois é com eles que está o achado maior .... olhaki_galera@hotmail.com


2.12.04
 

quando ninguém me procura, eu tenho a impressão de que fui raptado. Millôr

procuro sua asseada face
o toque afável da mão
o ameigar dos seus dedos
os ardidos beliscões

procuro seu terno olhar
o suporte no ombro
o aproximar no colo
a vivacidade do abraço


procuro o carinho ingênuo
a constante atitude
o bem me querer
o beijo daqui de dentro


procuro o “acorda filho”
o “vai com Deus” de todo dia
“me liga” quando chegar
e o atencioso “tome cuidado”


procuro em tudo, todos, a toda hora
insensata inquietude de sempre
dentro dela guardado estive
agora em mim, guardada ela esta


sempre um prazer
a fase agora é da não compreensão, e tudo que disser pode ser usado contra você.
interiores é um woody allen maior, sem a troça habitual, mas de continuo caráter analítico
ele usa da pose instigante, para expor a fragilidade e consentir a sevícia humana.
os recentes filmes do diretor tramam e divertem apenas, é a ilustre cultura descartável,
que ele faz bem, mas quando se depara com esse outro tipo, os de hoje se tornam insossos.
a personagem de geraldine page entra para os memores da história psicanalítica do cinema,
e faz do filme um clássico tão bom quanto persona, de bergman, no qual o diretor se inspirou.
après moi le déluge
enquanto a cidade se afoga em enchentes, martinha viaja para paris, nada muito diferente do que fez na sua gestão,
aliás, suas obras ficaram ótimas, deu a primeira chuva de verão e a cidade ficou toda paralisada.
as duras recriminações que fhc fez ao governo são bem vindas, não pela censura em si,
mas pelo dom de crueza e analogia do sociólogo, um opositor contumaz de alto nível.
acho mais viável e cômodo ser da oposição, cacetear é de uma satisfação sem precedentes,
vide amigos e um inominado desconhecido, que estão sempre aqui para aporrinhar todo e qualquer aforismo do articulista desse espaço.
um ser, que se intitula como josé do pão de queijo e que insiste em desusar o sobrenome,
vem aqui causar, para a alegria de muitos, igual a um integrante do pseudo msb, movimento dos sem blogs.
persisti em dizer que eu faço pouco caso (excluo) da suas opiniões, uma inverdade,
justo eu que leio até panfletos de pedintes no transporte publico, não irei ignorar o escólios do , que até pouco, era o ninguém.
sugiro apenas, já que é um ser cheio de opinião, que crie seu próprio blog para podermos analisar até onde vai sua lorota.
se quer dar pão e circo paratodos, saia desse mundinho de parapoucos, estar em cima do muro é para inermes.
caros amigos f.
queria muito escrever sobre amigos e amizades, ainda mais agora que estou desesperançado com um pessoal,
mas a verdade é que eu não consigo, a descoberta ainda é mais profunda para eu escrever em apensa algumas linhas o teor da sincera amizade.
pensar que é um proceesso pelo qual todos nós passamos, e que isso nos faz se distanciar das pessoas, é mais cômodo.
mas com certeza é muito mais, ter um amigo e desistir desse só porque você esta se reorganizando é simplório.
tenho amigos que gostaria de ter pelo restos dos meus dias, seja discutindo, sorrindo ou analisando.
só que algumas amizades não são como as pedras, e seu findável esgotamento pode acontecer quando menos imaginar.
o cansaço me consome e até o desabafo se torna difícil, e o propicio para esse meu estado seria relaxar.




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