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PARATODOS.

este é um espaço, dedicado paratodos aqueles amigos que realmente conhecem a alma e o paradoxo de um ser a procura da resposta... nesta longa jornada pela procura, espero contar com os perdidos, pois é com eles que está o achado maior .... olhaki_galera@hotmail.com


29.8.05
 

tu és a tela irreal em que erro em côr a minha art. Fernando Pessoa



Sinopse I

PT Saudações

lendo algumas matérias sobre essa crise toda que assola o governo petista,
é lamentável o discurso de alguns eleitores sobre toda essa lama que veio átona.
desculpas do tipo; “nos outros governos também acontecia esse esquema todo”,
ou pior; “o pt é vitima de uma conspiração de toda uma elite birrenta”.
sim, somos birrentos, foi o que de melhor o pt nos ensinou quando era oposição.
oh deus!, o que temos aí é um bando de incompetentes que se lambuzaram,
imaginavam o poder da máquina mas não tinha noção do que era.
como diria francis; se é por falta de adeus, pt saudações.


Sinopse II

Londres como Cenário e uma Apreciação Apurada

avenida dropsie ficou em cartaz uma longa temporada, só pude conferir nos últimos dias.
com texto e montagem atraente, é de lamentar que uma peça dessa saia de cartaz.
atuações sem a esquizofrenia atual e uma narrativa off que faz a platéia rir e se encantar
é o cotidiano de uma avenida em que transitam diversos personagens de uma metrópole,
londres como cenário, um texto do inglês will eisner e para uma apreciação apurada.
filipe hirsch mais uma vez surpreende, sua direção é primorosa e elevada, algo raro.




O Beijo, Chá de Pêssego e Seu Perfume

quero lhe implorar
para que seja paciente
com tudo o que não está resolvido em seu coração e tente amar.
as perguntas como quartos trancados e como livros escritos em língua estrangeira.
não procure respostas que não podem ser dadas porque não seria capaz de vivê-las.
e a questão é viver tudo.
viva as perguntas agora.
talvez assim, gradualmente, você sem perceber, viverá a resposta num dia distante.
Rainer Maria Rilke


esta tudo uma ótima confusão, o tremendo desconforto e a satisfação.
fujo, penso, corro e continuo aqui, e tudo que eu mais quero é estar ali.
vejo você, desvio o olhar, não vai dar em nada, volto a olhar e não tem nada.
final de semana sozinho, o céu é azul no sábado, vejo o todo e não vejo você.
leio um livro, vejo um filme e me escuto pensando em você, é tudo assim.
lembro dos olhos, sinto os lábios, escuto a sua voz e, como fuga, me jogo na cama.
toca o telefone, a televisão ligada, os raios do sol invadem a sala, eu penso em você.
uma cede me toma, encaro no chão da cozinha um mundo de prováveis acontecimentos.
nada me apetece, nem o mais aprazível dos programas, eu só quero você.
o banho morno na tarde de sábado, os raios de sol iluminando o banheiro,
meu peito aperta, me entrego para água e a ducha forte me faz despertar.
seco meu corpo, e numa vertigem, a macia toalha me faz sentir os seus dedos.
me liga, me liga eu imploro, me ache, de um jeito de me achar eu preciso te encontrar.
foi o beijo que selou esse ensimesmasse, o chá de pêssego e o seu perfume.
o sorriso e a fugida, o nosso jeito sem graça de nos encarar, serão esses os elementos certos?
tenho comigo um forte desejo, que as vezes me engana e me trai, mas agora não é desejo.
eu não sei explicar o que é com você, eu nem sei o que é, mas eu posso e vou esperar por você.





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